Quinta-feira, 30 de Março de 2006

O APOGEU DE UMA RELAÇÃO AMOROSA

Curioso, numa das minhas várias incursões semanais ao café para me juntar com a malta, por incrível que parece até falámos de um assunto pseudo-sério. Sim, porque seriedade a mais faz mal ao coro cabeludo e isso provoca caspa, toda a gente sabe que com caspas não há babes, nem no Natal.

Falámos de qual o ponto em que uma relação passava a ser realmente séria. O Manel disse que para ele era a partir do momento em que passava a noite inteira com a sua companhia, porque gostava de dormir na sua cama e só partilharia tal “luxo” com alguém muito especial.


Para o Francisco era colocarem escovas de dentes em casa um do outro, porque era algo que nem escaldado utilizaria a de outra pessoa, ao contrário de uma qualquer peça de roupa, mesmo que se tratassem de umas cuecas.


Para o Zé era levar a casa dos Pais para jantar, ou até num momento de ousadia para passar lá o fim-de-semana. Porque para os Pais deste lhe disseram para só lhes apresentar a mulher com quem iria casar.


Para mim o apogeu de uma relação é quando conseguimos soltar um grandioso peido (leia-se flatulência) com um sonoro valente e odor a Carnaval. Que reacção ter? Reagir com um misto de normalidade com indignação, pedir desculpa do género “Desculpa minha querida, mas precisava de soltar um gás” e dar um carinho ao parceiro. Tal conforto é um passo muito importante num relacionamento.


Após tê-los escutado muito atentamente e ter reflectido, apercebi-me que o Manel sofre de insónias, o Francisco não lava os dentes, o Zé é gay e eu sou um porco mal educado.


Mercador

Bico feito por bicodobra às 14:11

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Segunda-feira, 27 de Março de 2006

MACHISTA ATÉ DIZER “CHEGA!”

Outro dia estava no café com uns amigos e para variar o assunto era gajas, sim gajas...porque senhoras não se fala, sonha-se.


Um deles levantou o tema de “Qual era o meu estilo de gaja?”. Se preferia as loiras, as morenas, as mulatas ou as chinocas? Ao que respondi: “Eu gosto é das boas, não me interessa qual é a marca, quero é que seja um topo de gama.


Ficaram a  pensar sobre o assunto, digamos dois segundos, e mudaram para outra queca qualquer que foi chibada pelo Joaquim. Também é comum o pessoal gabar-se das que deu e das que não deu, mas gostava de ter dado, desta, daquela ou da outra maneira.


Que mesa de super-heróis, cheia de mangueiras dos bombeiros, aquilo até parecia o 3º batalhão da Trofa com os carros de combate aos fogos a apodrecer na garagem em epóca de chuvas. Quando pediamos a quarta jola apercebi-me que em vez de bombeiros parecia-mos talhantes, diria mesmo canibais porque só falavamos em comer esta, aquela e
outra.


Enfim, já de barriga cheia de tanto “comer” (até perdi o apetite), descortinei o âmago da questão: Vivemos numa sociedade de canibais. Uma sociedade onde comemos ou somos comidos, onde nos impomos ou somos mansos.

Cheguei a casa meio embriagado, mas bem disperto, o suficiente para fazer um zapping e correr uns quantos canais e ver como somos carne. Desvaloriza-se o sentimento e trata-se o outro como carne, e como somos canibais vivemos a vida na caçada nesta selva urbana.
Vou dormir. “CHEGA!”

Mercador

Bico feito por bicodobra às 19:36

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LOFT

Espaço. A cada pessoa, seu espaço. A cada espaço, sua singularidade. A procura de espaços está muito relacionada com uma dimensão emocional, de relação, de empatia.

No que respeita ao no nosso espaço interior, penso que os limites que o constituem funcionam muito como uma membrana biológica, numa função de homeostasia que é constantemente posta à prova, quer pelo auto-conhecimento, quer por força do gradiente de concentração ( biológico, psicológico, e social). Uma estreita relação entre factores internos e externos à pessoa, o que resulta em limites de “diâmetro” variável. Tão variável quanto o número de pessoas existentes.


Neste jogo do empurra, procuramos também contornar barreiras e contrariedades, impulsionados por sonhos, projectos e motivações. O caminho nem sempre é fácil, e muitas vezes damos por nós a percorrer radiais perante momentos mais difíceis. Momentos de fés diluídas, de vulnerabilidades de toda a ordem, ou de verdades emocionais que não queremos reconhecer.


Construções erróneas em que as vigas não possuem sustentação, mas nas quais insistimos em seguir o esquema que estava traçado, sob pena de cederem os nossos próprios alicerces.


A aceitação e a significação da realidade, são portanto ingredientes fundamentais para o crescimento pessoal, para o reconhecimento dos nossos limites, e consequentemente, do nosso espaço…


Grizo

Bico feito por bicodobra às 19:24

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