Quinta-feira, 23 de Novembro de 2006

McYOU

Nunca gostara do conceito de relação fast-food. A desafiante, saborosa e envolvente exploração de paladares, aromas e pontos de rebuçado em díades amorosas mais extensas, sempre o deixaram com mais àgua na boca. Mas desta vez, a ideia de uma satisfação rápida com baixo teor de sentimentos, levou-o a concluir que o melhor seria consumir de imediato, não fosse ele próprio correr o risco de azedar.

Grizo.
sinto-me: Como o título da música!
música: Jamie Lewis & Dj Pipi feat. Kim Cooper - "So Sexy"
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Bico feito por bicodobra às 02:13

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Sexta-feira, 27 de Outubro de 2006

O QUE FOI NÃO VOLTA A SER

Um dia destes o Francisco estava no messenger a combinar com alguns amigos um jogo da bola para o dia seguinte, quando a determinado momento surge uma janela a piscar inesperadamente. Era Manuela, a sua ex (que palavra tão bonita e nada prejurativa) que se tinha mudado de armas e bagagens, que é como quem diz, foi trabalhar para Londres.


Esta questiona-o se algum dia se voltarão a ver. Isto após a conversa de xáxa inicial: “Olá, tudo bem?”, “Então, que é feito?”, “Como vai o trabalha?”, “E o tempo em Londres?”. Francisco responde-lhe segundo o seu credo, de que tudo é possível. Como em muita coisa na vida, a conversar foi parar ao sexo. Francisco surpreendido com o à vontade de Manuela para falar, começou a questioná-la sobre determinados aspectos.


Na altura (haviam decorridos 3 anos desde o término do seu relacionamento) ela tinha já algumas experiências sexuais, atendendo à sua mentalidade aberta, não sendo a única coisa aberta nela. Jogou à cara de Francisco que ele era óptimo na cama, mas (porque existe sempre um “mas”) no acariciar e na oralidade não era suficiente. Francisco respondeu-lhe com toda a sinceridade que lhe é característica, que ela por seu lado era óptima na oralidade, mas péssima no acto em si. Depois desta pequena troca de acusações...ficou um clima estranho no espaço virtual, acumulando o facto de Manuela ter desligado o messenger à pressa por motivos profissionais.


Francisco foi espairecer um pouco e apercebeu-se que independentemente da sua prestação sexual não queria voltar a vê-la, por muito que a vontade de Manuela fosse contrária. Após hora a meia a vaguear pelas ruas de Lisboa, apercebeu-se que o que foi não volta a ser. Tudo mudou, essencialmente eles próprios!


P.S: Manuela entretanto já enviou vários mails a dizer que tinha saudades deles e da relação que tinham!


Mercador

sinto-me: horny
música: Yeah Yeah Yeahs - Cheated Hearts
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Bico feito por bicodobra às 11:32

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Segunda-feira, 16 de Outubro de 2006

E A LATA DE ATUM DEU ORIGEM A UMA VIDA... NADA JANOTA!!

Para uns é falta de diálogo, para outros é falta de bateria. Um queixa-se da cama fria, o outro  diz que não pode com o colchão. Ela diz olá, ele vai buscar um gelado. Ele queixa-se que ela anda distante, ela afirma que hoje ainda não saiu de casa.

E passam a vida, ou melhor, o tempo, nisto. E a palavra é mesmo esta, "nisto". E o "nisto" é cada vez mais preocupante. Começa por uma pequeno desentendimento, coisa sem importância, para algo que cresce por onde cada um deixa. E cada um, normalmente, deixa muito.

De início, o papel vai para o papelão, angústia para o vidrão, e a mentira para o pilhão. Mas no fim, a relação, ou o que resta dela, acaba mesmo por ir toda no mesmo saco. Esta mania de sermos ecopontos de sentimentos destroi-nos por completo,  e salvo algum tipo de intervenção antes da ruína emocional, também ao relacionamento.

Tudo isto, quando no fundo tudo o que precisamos para a reciclagem dos problemas é a (nem sempre) simples e (quase sempre) dolorosa... verdade!

Grizo
sinto-me: Com sono ;)
música: Dave Matthews Band - Typical Situation
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Bico feito por bicodobra às 02:35

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Quarta-feira, 19 de Julho de 2006

CUPIDOMOTOR - Comércio de Relacionamentos Amorosos, Lda.

Por vezes chego a pensar que certas relações de hoje em dia se assemelham à compra de um automóvel, em que  após a decisão acerca do modelo, nos aproximamos para conhecer em que condições podemos adquirir a viatura.  Eis algumas das opções a considerar:

  • Realizar um test-drive - Estamos indecisos. Ou então apenas queremos experimentar. Acelaramos a fundo e tentamos, num curto espaço de tempo, tomar pulso ao maior número de características que conseguirmos. No fim decidimos. Ou avançamos para um compromisso mais sério, ou desistimos. Humm, pensando melhor, temos ainda a opção de fazer um novo test-drive a um outro modelo, ou então ao mesmo, mas noutro stand;
  • Pagamento a pronto - Nem hesitamos! estamos tão caídinhos que nem queremos pensar mais no assunto. Entramos de cabeça na relação;
  • ALD - Sabemos que não é uma relação de futuro, mas não corremos riscos de pagar um preço elevado. Pode apresentar um nível mais baixo de envolvência, mas com boas possibilidades de prazer elevado.
Por vezes temos que recorrer a empréstimos, e empenhamos tanto os nossos sentimentos, que o risco de uma factura elevada pode estar presente. Mas, como na maioria dos empréstimos em Portugal, pelo menos no início isso  não interessa nada!

Grizo.
sinto-me: Huhuhuh
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Bico feito por bicodobra às 23:06

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Domingo, 25 de Junho de 2006

TRULY, MADLY, DEEPLY!

Há textos que funcionam verdadeiramente em espelho. Com este, a identificação foi instantânea. E por sorte minha, descobri-o num blog que é o meu mais recente vício - http://paradoxar.blogspot.com/ - escrito por alguém que é sem dúvida alguma possuidora de uma incrível genuídade e sensibilidade, a nossa colega blogger AMMEDEIROS.

"Quero fazer o elogio do amor puro.

Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.

Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria. Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".

O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática.

O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.

Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, banalidades, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.

Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra.
O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".

Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade.

Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo.
O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.
O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.
O amor é uma coisa, a vida é outra.
A vida às vezes mata o amor.
A "vidinha" é uma convivência assassina.
O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição.
Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima.
O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente.
O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.

O amor é uma verdade.
É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal.
Que se invente e minta e sonhe o que quiser.
O amor é uma coisa, a vida é outra.
A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe.
Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém.
Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber.
É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz.

Não se pode ceder. Não se pode resistir.

A vida é uma coisa, o amor é outra.

A vida dura a vida inteira, o amor não.

Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."


Miguel Esteves Cardoso (Jornal Expresso, Sexta, 16 Set 2005).

 

Porra Miguel, obrigado! È isso mesmo. Tudo!

 

Grizo.

sinto-me: Extasiado
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Bico feito por bicodobra às 17:13

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